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Opará-tur consegue manter adesão de clientes a pacotes de viagens mesmo durante a pandemia

Agência de turismo e receptivo teve que fazer uma transformação digital completa, incluindo todo o processo de vendas, marketing e gestão

O setor de turismo, juntamente com o de bares e restaurantes, vem sendo um dos mais prejudicados com a pandemia de Covid-19 mundo afora. Com a circulação de pessoas comprometida pelos decretos de distanciamento social, a engrenagem que faz a cadeia turística funcionar trincou: voos foram cancelados, hóspedes sumiram, passeios com guias foram suspensos e clientes passaram a pedir comida e bebida por delivery, sem sair de cada.

Para não sucumbir em meio à crise sanitária, o casal de empreendedores Júnior Lisboa e Michele Nascimento, fundadores da agência de turismo e receptivo Opará-tur, com sede em Piranhas, teve que fazer uma transformação digital completa, incluindo todo o processo de vendas, marketing digital e gestão. Sem falar nas adequações de biossegurança, para atender aos protocolos sanitários e orientações das autoridades.

“Nossa atividade foi a mais prejudicada nessa pandemia. Os equipamentos turísticos foram os primeiros a fechar as portas e estão sendo os últimos a sair. Por outro lado, claro, em primeiro lugar vem a saúde, as pessoas não estavam saindo de suas casas. Dessa forma não tínhamos como trabalhar”, relembra Júnior Lisboa, técnico em Turismo.

“Então o impacto foi gigante: portas fechadas, caixa no vermelho, dívidas, inclusive o ME [microempresa] e MEI [microempreendedor individual] sem acesso ao crédito. Apesar das linhas de créditos anunciadas pelo governo, quando chegávamos ao banco, sem garantias o banco não emprestava”, lamenta.

Com a pandemia, muita gente optou por cancelar viagens já marcadas. Algumas empresas de turismo iniciaram uma campanha para que os clientes não cancelassem os pacotes, mas sim remarcassem as viagens para um outro momento, quando a taxa de transmissão da Covid-19 caísse consideravelmente.

No caso da Opará-tur, os clientes captaram essa estratégia onde ambos – os viajantes e a operadora – mantêm ativo o contrato de prestação de serviço.

“Graças a Deus nós não tivemos nenhum pacote cancelado, todos foram remarcados. Como costumamos dizer aqui para os nossos clientes: nós não vendemos pacotes de viagens, nós vendemos experiências, sonhos e emoções”, diz Lisboa.

“Aquelas pessoas que se programam para viajar é porque têm todos esses sentimentos de conhecer, vivenciar as novas experiências. Elas, em sua grande maioria, não trocariam esse desejo por nenhuma outra coisa. Acreditamos muito nisso e foi nossa estratégia para convencê-las a adiar e não cancelar”, revela.

Apoio decisivo

O técnico em Turismo conta que logo no início da pandemia buscou a ajuda do Sebrae Alagoas. “Procuramos o Sebrae e, diga-se de passagem, tivemos e ainda temos um apoio extraordinário. É nosso principal parceiro”, diz.

“O apoio foi de suma importância para todos os empreendimentos daqui da região [de Piranhas], principalmente no ano passado, no início da pandemia, quando acolheu a todos com toda dedicação e disponibilizou todos os recursos necessários para que pudéssemos superar essa crise e minimizar os prejuízos”, agradece ele.

Trajetória

Júnior Lisboa conta que ser um empreendedor no Alto Sertão de Alagoas, no ramo turístico, talvez fosse um sacrifício há duas décadas, por conta das dificuldades peculiares da região sertaneja e por ainda não ter sido explorada turisticamente.

“Contudo, hoje confesso que é um orgulho para nós pelo reconhecimento que conquistamos de brasileiros e até estrangeiros; e um privilégio porque fomos agraciados por Deus com tanta beleza natural, uma diversidade histórico-cultural muito forte que atrai milhares de visitantes”, celebra.

Ele conta que está no Turismo desde o ano 2000, trabalhou 10 anos em Maceió e toda região litorânea, mas, natural do município de Piranhas, seu sonho era voltar para trabalhar na região onde nasceu. “Esse laço fortalece ainda mais a nossa energia de empreender aqui”, afirma.

Júnior Lisboa e a esposa trabalham a mais de 20 anos com turismo, ambos são guias – ela tem formação em Hotelaria e ele graduação em Turismo. “Com toda experiência que temos na área, o sonho de montar nosso próprio negócio, além do agravante de eu ser de Piranhas, embora ela de Maceió, daí formou uma combinação perfeita, afora que somos apaixonados por turismo”, diz.

A Opará-tur foi fundada em 2011 e o nome é em alusão ao Rio São Francisco, já que Opará, na linguagem indígena, significa rio-mar ou “o rio que deságua no mar”.

 

Por: Kelmenn Freitas – Savannah Comunicação Corporativa

Fonte: http://www.al.agenciasebrae.com.br/sites/asn/uf/AL/opara-tur-consegue-manter-adesao-de-clientes-a-pacotes-de-viagens-mesmo-durante-a-pandemia,e0654bbb24749710VgnVCM100000d701210aRCRD